« Chamo-me Virginie Madeira.
Tenho vinte e um anos. Sou estudante.
Quando tinha catorze anos, disse a uma colega de turma
que o meu pai tinha «abusado» de mim.
Não era verdade.
Escrevo este livro para contar como,
na escola, no Comissariado da Polícia, no Palácio da Justiça,
no lar de infância, na minha família de acolhimento,
ninguém pensou que tudo não passava de uma mentira.
O meu pai foi condenado a doze anos de prisão.
Hoje, gostaria que toda a gente saiba a verdade:
o meu pai está inocente.

Eis a minha história.»