Ana Martins nasceu em Lisboa, Alvalade, no último dia de Verão do carismático ano de ‘63 quando surgem os Beatles e desaparece JFK.

Acredita que de um escritor deve saber-se o que escreve não o que diz, pensa ou é. Sempre escreveu, nunca poemas, mas cartas a amigos e diários em cadernos de textos intermináveis, rabiscados como esquissos de promissoras telas nunca pintadas.

Dos textos que produz tem livros e artigos de opinião não apresentados (guardados não numa gaveta, mas num disco rígido externo). E há o trabalho que veio a público em forma de artigos em diversas publicações e em dois livros: “Autista, quem…? Eu?” (Centralivros, 2006) e “Contos de Verão” (Coolbooks, 2004).


Mãe de um jovem de 20 anos com Síndrome Autística, dedica-se há muitos anos às questões relacionadas com o autismo e interveio em debates, seminários, conferências, congressos, apresentações, entrevistas, reportagens e mais um par de botas sobre o tema.
Um jovem com autismo refere-se sempre à autora dizendo: “A Ana Martins é a Praia da Nazaré” Foi em busca dessa imagem que partiu sem escrever sobre si nesta Bio, na vã tentativa de reproduzir fotograficamente o que presume possa ser essa sensação aos olhos de seu amigo.


Sinopse do livro:

E se um primeiro emprego, temporário, lhe modificasse a vida? Quando Xavier Duarte, 22 anos, aceita ser baby-sitter de uma criança autista jamais imaginava que iria entrar num mundo completamente diferente. Desconhecedor das acções, reacções, motivações e obsessões que movem uma criança autista, Xavier vê-se confrontado com emoções contraditórias.

De um modo inteligente, a autora, Ana Martins, faz-nos entrar na pele desta personagem levando-nos a sentir, à medida que viramos cada página deste livro, um mundo enigmático, poético e, sobretudo, desconcertante.

Xico, a criança autista, arrebata-nos com o seu modo de estar especial ao influenciar a vida dos que lhe estão mais próximos e, simultaneamente, faz brotar em nós sentimentos tão profundos que nos levam a ver a vida de uma maneira diferente, especial.

Um romance quase autobiográfico cheio de emoções, com uma linguagem simples e sensível, que nos conduz para um mundo que não conhecemos e que nos é desvendado entre lágrimas e sorrisos.